Entrevista: Spacca deixa trabalho em agência para se dedicar apenas ao CS

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Guilherme “spacca” Spacca é um dos famosos nomes do cenário de Counter-Strike do Brasil. Recentemente, o paulista, que tem uma longa história no jogo, desde a época do “boom” do CS 1.6, tomou a decisão de deixar o trabalho em uma agência para focar apenas no CS . Batemos um rápido papo com ele para que vocês, da nação azul e branca, possam conhecer um pouco mais dele.

Confira a entrevista na íntegra:

Spacca, você é da velha guarda, mas temos muitos novos jogadores se aventurando no CS:GO. Para quem ainda não te conhece, quando você começou a jogar e como conheceu o jogo?

Conheci o CS em 2004, quando fui pela primeira vez numa lan jogar Battlefield. No início era apenas diversão, 4fun pesado mesmo, mas aí em 2005 entrei no meu primeiro time e comecei a ver que o CS não era só awp_map (risos).

Por quais times você jogou no CS 1.6?

Meu primeiro time foi o Apice, depois passei pelo Live2Kill, play.br, GC.BR, exotic-island.br, vsONE, Firegamers e cheguei no grande mibr. Depois do mibr, joguei muito tempo pelo CNB, até nossa line inteira ir representar a paiN Gaming. Já no final do 1.6 joguei pelo GameCrashers e parei.

Quais as boas lembranças daquela época?

Todas as viagens que eu fazia pra jogar CS, tanto para fora do Brasil quanto nos campeonatos no interior. Era uma época em que as pessoas jogavam CS por amor, isso se perdeu um pouco hoje.

Por que decidiu parar de jogar?

O CS 1.6 no Brasil no fim de 2011 já estava praticamente acabado, apenas alguns campeonatos eram jogados e nós não tínhamos mais qualifys para fora do país. Com tudo isso em pauta, apareceu uma oportunidade para eu trabalhar na área que eu estava me formando (Propaganda), então resolvi deixar o CS de lado e focar na minha carreira.

De volta ao CS, já no Global Offensive, você tem demonstrado muita skill, principalmente com a AWP. Como é sua rotina de treino individual?

Tento jogar alguns mapas de DM por dia e assistir algumas demos, acho que ainda falta bastante coisa para eu ser pelo menos 80% do que eu era no 1.6.

Recentemente você decidiu deixar o seu trabalho em uma agência de marketing para se dedicar integralmente o jogo. Porque tomou essa decisão?

É muito difícil você conseguir evoluir jogando cerca de 3/4 horas de CS durante quatro dias da semana, ainda mais vindo de quatro anos de inatividade. Então, para tentar melhorar minha performance, conversei durante meses com o pessoal do meu trabalho, até fazermos um acordo e eu ser dispensado. Agora é a hora de evoluir.

Acredita que o CS vai ainda mais longe?

Com certeza, o CS ainda vai conquistar uma legião de pessoas, e eu pretendo fazer parte disso, seja jogando ou trabalhando com e-sports.

Como você enxerga a onda de times brasileiros nos EUA? O que dizer sobre a boa fase do Brasil no exterior?

Eu sempre falo para a galera que é mais velha e acompanha o CS desde o início do 1.6. O que o SK, Immortals, Luminosity e paiN estão fazendo hoje, era o que o mibr e o g3x deveriam ter feito lá em 2005/2006. Isso é a evolução do CS brasileiro, e a tendência é que mais times adotem essa postura de mudar de país para evoluir o jogo. Para não esquecer, parabéns para a galera do SK e Immortals pelo papel que estão desempenhando no CS mundial.

Por fim, a palavra é sua.

Queria mandar um abraço pra todos que torcem pelo CNB e por mim em especial, vocês podem ter a total certeza que nós estamos nos dedicando MUITO pra evoluir e mostrar que panela velha ainda faz comida boa Hahahahha! Valeu galera!

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