‘League of Legends’: Final entre CNB e INTZ é neste sábado; veja os detalhes

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As equipes CNB e INTZ fazem neste sábado (9) a final do Circuito Brasileiro de “League of Legends” de 2016, o CBLoL, principal competição nacional do game online. O evento abre as portas às 11h no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e coloca em jogo não só um prêmio de R$ 80 mil, mas também uma vaga no torneio internacional que leva ao campeonato mundial.

A final do CBLoL 2016 será realizada no esquema “melhor de cinco”, ou md5. Ou seja, quem vencer três partidas primeiro se torna campeão. São esperadas mais de 10 mil pessoas no Ginásio do Ibirapuera. Veja abaixo todos os detalhes da disputa:

As equipes

Tanto CNB como INTZ não são estranhas a uma decisão de campeonato brasileiro de “League of Legends”. As últimas duas finais tiveram ao menos uma das equipes, e agora em 2016 elas têm uma nova chance de erguer o caneco pela primeira vez.

 A CNB disputou a final do CBLoL 2014, quando foi derrotada pela Kabum no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio. De lá para cá a equipe passou por momentos de baixo rendimento, foi quase rebaixada, mudou completamente de formação, investiu em novos talentos e acabou encontrando nos velhos algozes o caminho para a vitória.

Após um início de 2016 fraco, os “blumers” se reforçaram com os jogadores Pedro “LEP” Marcari, Thiago “TinOwns” Sartori e Gustavo “Minerva” Alves, que em 2014 foram campeões pela Kabum, e acabaram terminando a fase de grupos em 1º lugar.

A equipe ainda é considerada azarão contra a INTZ, mas a experiência do trio somada à juventude de Pablo “pbO” Yuri e Willyan “Wos” Bonpam podem desequilibrar essa batalha entre Davi e Golias.

Se a CNB mostrou instabilidade nos últimos anos, a INTZ seguiu o caminho contrário e se classificou para as últimas quatro decisões do CBLoL. Foram duas vitórias nas primeiras etapas do torneio em 2015 e 2016, um vice-campeonato no ano passado, quando foi derrotada pela Pain Gaming, e agora a decisão contra os “blumers”.

A INTZ prezou pelo entrosamento e manteve praticamente a mesma formação desde o começo do ano passado, com destaque para Gabriel “Revolta” Henud. A equipe também tem experiência internacional com dois torneios International Wildcard Invitational na bagagem, um na Turquia e outro no México.

Por isso, os “intrépidos” chegam como favoritos para a decisão. A INTZ tem um time mais sólido e sofisticado, e vem empolgado pela vitória emocionante nas semis contra os rivais da Pain Gaming. À equipe resta saber controlar o emocional na hora H, seu conhecido ponto fraco.

Do estádio para o ginásio
A final do CBLoL 2015 chamou a atenção até de quem não acompanha o game pelo fato de ter acontecido em um estádio de futebol. Cerca de 12 mil fãs se reuniram no Allianz Parque, a arena do Palmeiras em São Paulo, para a ver a Pain Gaming se sagrar campeã por 3 a 0 sobre a INTZ.

Justamente por isso, muitos fãs estranharam que, em 2016, o evento migrou para um lugar aparentemente menor – ou “menos megalomaníaco”, como diz Roberto Iervolino, gerente geral da Riot Games no Brasil, em entrevista ao G1. O maior executivo do jogo no país afirma que a final de “League of Legends” em um estádio foi ótima para a empresa, mas que algumas dificuldades técnicas fizeram com que o local do evento fosse repensado.

“Primeiro, a luz. Pelo fato de não ser uma arena fechada, você perde um pouco de qualidade. A ideia inicial era usar uma cobertura ligada à estrutura do estádio. Mas depois os engenheiros disseram que não era possível por questão de segurança”, conta Iervolino.

“Depois, teve o vento. A cobertura não podia ser tão grossa e acabou ficando transparente. A redução de luz, que esperávamos que fosse de 90%, acabou sendo de 60%, 70%. Ficou legal, mas achamos que também perdeu qualidade”.

Ele conta que a Riot Games já havia pensado em realizar o CBLoL no Ginásio do Ibirapuera no ano passado, mas que o plano contemplava um número baixo de espectadores. O uso de um palco circular na final do mundial de “League of Legends” em 2015, porém, mostrou que era possível reunir cerca de 10 mil pessoas em um local totalmente fechado.

“Não é quanto maior, melhor. Tem um limite aí. E com o Allianz Parque a gente acha que chegou lá. E até valia a pena diminuir um pouco no ponto de vista de tamanho para dar qualidade. O negócio é a qualidade da experiência”, conta Iervolino.

E depois do CBLoL?

Quem vencer o campeonato brasileiro de 2016 garante um lugarzinho no International Wildcard, torneio que é a porta final para equipes de oito regiões emergentes (América Latina Norte, América Latina Sul, Brasil, CEI, Japão, Oceania, Sudeste Asiático e Turquia) chegarem ao mundial de “League of Legends”.

O legal é que em 2016 o International Wildcard será realizado pela primeira vez no Brasil. O palco escolhido para a decisão internacional é a Ópera de Arame, em Curitiba (PR), entre os dias 3 e 4 de setembro. As etapas eliminatórias acontecem em São Paulo, nos estúdios da Riot Games.

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