Cleber Fuzi, COO da CNB, fala sobre investimentos e reviravolta da equipe para chegar ao topo

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Com mais de 15 anos no cenário brasileiro de E-sports, Cleber “fuzi” Fonseca, um dos donos da CNB Esports Club, segunda colocada no do Campeonato Brasileiro de League of Legends 2016, admitiu que a contratação dos jogadores Pedro “LEP” Marcari, Thiago “TinOwns” Sartori e Gustavo “Minerva” Alves, ex-jogadores da Kabum foi decisiva para a virada do time neste split, que resultou na melhor campanha da equipe nas duas últimas temporadas.

“O que mais ajudou foi a contratação destes 3 meninos que vieram da Kabum. Eles também se adaptaram muito bem ao nosso estilo de trabalho, que é bem diferente do antigo clube deles”, ressaltando que além disso, a nova comissão técnica foi fundamental para o resultado atual, “Na verdade são cinco na linha de frente, mas com uma equipe de mais de 12 pessoas trabalhando nos bastidores para que chegassemos ao resultado deste ano”

Diferente do ano passado quando a CNB investiu em novos talentos, num festejado programa para iniciantes, Fuzy explicou que a mentalidade da organização mudou e que essa mudança foi resultado do crescimento nos investimentos.

“Ano passado a gente apostou em novos talentos, realmente não pensando em atletas e contratações porque gastariamos um dinheiro muito alto e aquele não era o momento. Este ano demos um passo adiante emrelação a isso, tanto que pagamos as multas dos novos jogadores, que nao foi muito baixa”.

Além de jogadores com vivência em Mundiais, a CNB investiu na contratação de profissionais como live coachs, psicólogos, manager e novas instalações. Fuzy ainda comentou que isso não foi feito pelos novos jogadores mas por todos.

“A gente tenta tratar todos igualmente, seja um campeão ou novato. Claro que é bem mais difícil porque as vezes os jogadores vem com alguns vícios de outras equipes, mas pelo menos no caso deste split, a gente conversou muito com o LEP, Tin e o Minerva antes de entrar na CNB. Deixamos tudo alinhado, explicamos nossa forma de trabalho e a aceitação e respeito deles fizeram toda a diferença. Aqui os meninos nos vêem trabalhando direitinho, então acho que isso ajudou bastante”.

Com seu olhar experiente de quem passou por muitas coisas neste mercado, Cleber arriscou estimar o tempo em que as novas organizações podem chegar á maturidade de trabalho da  CNB. “Estamos há 15 anos aprendendo e tomando paulada. Hoje em dia você tem muito mais formas de angariar recursos. A gente errou muito no passado para conseguir aprender e consertar hoje em dia. Para um time começar a aprender e começar a entender como um jogador pensa, como a comissão técnica pensa e o que é necessário, acho que vai uns 3 anos”.

Source: ESPN

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